O novo CCT dos motoristas representará um aumento de custos salariais da ordem dos 13%. Os transportadores de contentores de Leixões falam em desafios à sustentabilidade das empresas.

O aumento dos custos salariais, decorrente do novo CCT dos motoristas, não é, porém, o único sobrecusto com que os transportadores rodoviários de mercadorias se vêem confrontados.

Na sequência do acordo entre patrões e sindicatos sobre o novo CCT dos motoristas, o Núcleo dos Transportadores de Contentores de Leixões, da ANTRAM, “ouviu vários especialistas”, fez as contas e concluiu que “as empresas de transporte irão enfrentar fortes desafios à sua sustentabilidade”.

Em comunicado, os transportadores sublinham que o novo CCT, em vigor a partir de Janeiro de 2020, representará para as empresas “um aumento significativo, face aos valores mínimos estabelecidos no anterior CCTV, que representam comparativamente, em média, um aumento com o custo salarial superior a 13%”.

Uma factura que acresce, sublinham os transportadores, a outros aumentos “que já se fizeram sentir em
2019 nomeadamente, os custos com os combustíveis (superior a 5% considerando o período entre Janeiro e Outubro 2019) e com os seguros, que juntamente com outras rubricas se poderão vir a agravar em 2020”, referem no comunicado.

E assim, “a evolução da economia e da procura de transportes em 2020 condicionará decisivamente os
desafios que, no curto prazo, se colocam à sustentabilidade das empresas de transporte”, concluiu o Núcleo dos Transportadores de Contentores de Leixões.

No texto, o Núcleo “aproveita a oportunidade para louvar a Associação [ANTRAM] e os seus representantes [por] todo o empenho e seriedade que demonstraram neste processo [de renegociação do CCT].

 

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