Os motoristas de pesados da  João Pires Transportes Internacional e da Loartrans Transportes, de Vila Nova de Cerveira, iniciaram hoje uma greve contra a aplicação do novo CCT.

A greve foi convocada pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) e abrange cerca de 220 motoristas das duas empresas. Principal reivindicação, de acordo com Anacleto Rodrigues, porta voz do SIMM: a reposição das retribuições pré-acordo do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT).

O sindicalista disse à “Lusa” que a empresa “mostrou total desprezo” pelas reivindicações dos trabalhadores e tem-se mostrado indisponível para receber os seus representantes, que exigem a reposição da “diária por inteiro”,
independentemente do número de horas de trabalho efectivo, tal como acontecia antes da entrada em vigor da nova convenção.

Os trabalhadores pretendem ainda a restituição dos valores dos sábados dos últimos três meses do ano de 2018 e a implementação de uma diária que cubra o valor médio pago actualmente em ajudas de custo (diária + quilómetros), por forma a acabar com o pagamento ao quilómetro.

O SIMM quer ainda que a empresa passe a “mencionar em detalhe todos os valores pagos no recibo de vencimento (prémios, subsídio, gratificações, ajudas de custo e as demais cláusulas de natureza pecuniária) e pagar a totalidade dos valores até ao dia 15 do mês seguinte”.

Esta greve do SIMM sucede à da semana passada, convocada pelo SNMMP para todo o país. Ponto em comum: o não reconhecimento do novo CCT para os motoristas de transporte de mercadorias assinado no final do ano passado entre a ANTRAM e a FECTRANS.

 

 

 

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