A Comissão Europeia deu “luz verde” à c0mpra da Bombardier Transportation pela Alstom, sujeita a remédios. A nova empresa será número dois mundial.

A Comissão Europeia informou hoje, em comunicado, ter aprovado, no âmbito do regulamento de concentrações da União Europeia (UE), a aquisição da Bombardier Transportation pela Alstom, “condicionada ao cumprimento integral de um pacote de compromissos oferecido” pelo grupo industrial francês.

Alstom e Bombardier são líderes mundiais na área do transporte ferroviário, actuando ambas na produção e fabrico de material circulante e em soluções de sinalização. Ao juntarem-se, as duas companhias darão origem à segunda maior companhia do mundo de material ferroviário, atrás da chinesa CRRC.

O negócio continua, no entanto, dependente de outras autorizações, pelo que a Alstom só prevê conclui-lo no primeiro trimestre de 2021.

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia com a pasta da Concorrência, Margrethe Vestager, observou na nota de imprensa que “a Alstom e a Bombardier são os principais fornecedores de comboios de última geração utilizados diariamente por milhões de passageiros em toda a UE”.

“Graças às soluções abrangentes oferecidas para resolver os problemas de concorrência nas áreas dos comboios de Alta Velocidade, da linha principal e da sinalização […], a Comissão pôde rever e aprovar rapidamente esta transacção“, notificada a Bruxelas em Junho passado, indicou Margrethe Vestager.

Entre os remédios acordados estão a saída da Bombardier do projecto V300 Zefiro, comboio de muito Alta Velocidade desenvolvido conjuntamente com a Hitachi para o mercado britânico, ou o desinvestimento da Alstom no Coradia Polyvalent ou a venda da plataforma Talent 3 pela Bombardier.

A decisão hoje anunciada surge depois de, há um ano, Bruxelas ter ‘chumbado’ a tentativa da Alstom em fundir os seus activos ferroviários com a Siemens, por ambas as companhias se recusarem a avançar com remédios.

Na altura, o Executivo comunitário argumentou que o negócio iria “reduzir significativamente a concorrência” na Europa na área dos comboios de Alta Velocidade.

 

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