Nas chamadas de 2014-2017, Portugal garantiu 674 milhões de euros do Mecanismo Interligar a Europa (CEF em inglês) para co-financiamento de investimentos em transportes, divulgou a INEA.

 

De acordo com os dados divulgados pela agência que gere os processos de candidaturas e atribuição de apoios para a Comissão Europeia, nesse período Portugal apresentou 87 propostas elegíveis, tendo sido escolhidas 42 para co-financiamento.

Dos 674 milhões de euros atribuídos, 166 milhões saíram do orçamento global do CEF, enquanto 508 milhões respeitam às verbas especificamente alocadas aos países beneficiários do Fundo de Coesão. No total, aos 674 milhões de euros de co-financiamento comunitário correspondem 1,2 mil milhões de euros de investimento nacional.

Ainda de acordo com as contas da INEA, até 2017 terão sido investidos 121,7 milhões de euros.

Os investimentos irão agora acelerar, com 365,1 milhões de euros já este ano, 374,7 milhões em 2019 e 231,7 milhões em 2020, ficando 59,7 milhões de euros para depois.

Ferrovia quase monopolista

Com apenas seis candidatutas (entre as 42 aprovadas), a ferrovia garante a parte de leão dos fundos do CEF atribuídos a Portugal até ao momento. São 597,9 milhões entre 674 milhões de euros.

Destacam-se as intervenções na Linha da Beira Alta (375,9 milhões de euros de co-financiamento para um investimento de 547,7 milhões) e na ligação Sines-Elvas (Espanha), com cerca de 217 milhões de euros do CEF para um investimento total de 433 milhões.

O modo aéreo recebe 3,4 milhões de euros, o modo rodoviário 16,2 milhões, o modo fluvial 13,3 milhões, o marítimo 8,5 milhões e o multimodal 4,8 milhões.

 

 

 

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