Dos 31 mil milhões de euros do orçamento do Mecanismo Interligar Europa (CEF, na sigla inglesa) já só restam dois milhões para apoiar projectos de transporte até 2020.
RTE-T

 

O alerta é feita por três dezenas de associações europeias do sector, que lançaram uma campanha para motivarem o Parlamento Europeu e o Conselho a aprovarem a proposta da Comissão para a revisão do Quadro Financeiro Plurianual (MFF, na sigla em inglês), que prevê um aumento de 1,4 mil milhões de euros do orçamento destinado ao CEF, considerado o salva-vidas financeiro da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) pelas associações signatárias.

Ainda assim. avisam, tal não será suficiente para completar a RTE-T. Dos 31 000 milhões de euros do orçamento do CEF (2,8% do MFF) restam 2000 milhões para apoiar projectos de transportes, o que tem motivado – e continuará a decidir – a rejeição de projectos de elevado valor acrescentado,

A situação é agravada pela redução do investimento dos Estados-membros, com reflexos negativos na qualidade e eficiência energética dos transportes, nas suas múltiplas variantes.

As associações salientam que o desenvolvimento da RTE-T criará dez milhões de postos de trabalho e contribuirá para um crescimento de 1,8% do PIB em 2030.

Comissão Europeia e Estados-membros prevêem que o desenvolvimento da rede RTE-T necessite de cerca de 500 mil milhões de euros de investimento no período 2014-2020.

Entre as 30 associações promotoras da campanha pelo reforço das verbas do CEF para os transportes contam-se a ESPO, a Ecasba, a ECSA, a Feport, a IRU, o ESC, a Europlatforms, a UNIFE e o ACI.

 

 

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