O transporte marítimo de contentores emergiu em força após o colapso da Hanjin Shipping, de acordo com o CEO da CMA CGM, que afasta por isso qualquer cenário de crise.

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“O ano passado foi um ano mau, 2017 é um bom ano e 2018 deve ser bastante estável”, disse Rodolphe Saadé, em entrevista à “Reuters”. “Com a consolidação no sector, o desenvolvimento de alianças e as condições de mercado favoráveis, não consigo antecipar o surgimento de uma crise”, reforçou.

Uma série de grandes aquisições, incluindo a compra, por 2,4 mil milhões de dólares (2 000 milhões de euros), da APL pela CMA CGM ou a da Hamburg Sud pela Maersk Line, por 4 000 milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros), impediram o excesso de capacidade, de acordo com o emoresário.

As alianças para partilha de capacidade entre companhias também ajudaram a esse ajuste. Saadé sublinhou, porém, que o espaço para a consolidação no sector já chegou ao seu fim.

O CEO da CMA CGM indicou esperar que a procura cresça entre 4% e 4,5% este ano, superando um aumento previsto de 3% da capacidade.

A CMA CGM confirmou, na apresentação dos resultados trimestrais, a encomenda de nove navios de 22 000 TEU.

A companhia não divulgou o o valor da encomenda – a imprensa internacional aponta para cerca de mil milhões de euros –, mas indicou que vai financiá-la através de empréstimos bancários e de fundos próprios.

Rodolphe Saadá rejeitou na entrevista à “Reuters” as críticas de que as encomendas ameaçam fazer regressar o cenário de excesso de oferta, alegando que os navios se destinam ao Ásia-Norte da Europa, onde a escala é crucial e onde os parceiros da CMA CGM na Ocean Alliance já usam mega-navios.

Os navios actuais serão, de acordo com o executivo, transferidos para outras rotas, como o trans-Pacífico.

 

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