A chinesa CR20 entregou à Caminhos de Ferro de Benguela a gestão da linha Cuíto – Luena, no demoninado Corredor do Lobito, concluindo assim o processo de modernização dos 400 quilómetros da via, iniciada em Janeiro de 2008.

CF Benguela

A reconstrução total da linha, com uma extensão de 1 344 quilómetros, do Lobito até ao Luau, junto à fronteira com a R.D. Congo, envolveu a construção de 95 pontes e 67 estações, 15 das quais localizadas no troço agora entregue à administração da empresa pública angolana.

José Carlos Gomes, presidente da C.F. Benguela, salientou, citado pela “Angop”, na cerimónia de transferência da gestão, que desde o reinício da circulação dos comboios, em 2014, a CFB já transportou mais de dois milhões de passageiros e 95 mil toneladas de produtos alimentares, de construção civil e diversos.

Ainda este ano, adiantou o gestor, a frota da C.F. Benguela deverá ser reforçada com 20 novas locomotivas, o que permitirá realizar mais duas viagens semanais entre o Cuíto, Luena e Luau.

Mas o futuro pode ser muito mais promissor. O CFB começa no Lobito, atravessa as províncias do Huambo, Bié e Moxico, até ao município do Luau, de onde se liga à República Democrática do Congo. A partir do Moxico, a construção de um ramal permitirá ligar à rede ferroviária da Zâmbia e cruzar todo o continente africano até à costa do Índico e aos portos da Beira, em Moçambique, e Dar-es-Salaam, na Tanzânia.

As ligações com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, concluídos que estão os trabalhos que cabiam a Angola, dependem agora daqueles dois países.

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