A Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) foi a primeira empresa ferroviária de Angola a receber locomotivas de nova geração, as GE-C30-ACi do grupo norte-americano General Electric, cujas primeiras 15 unidades de uma encomenda de 100 já chegaram ao país, escreveu o “Jornal de Angola”.

GE - Angola

As 15 unidades que já chegaram a Angola foram repartidas pelas três empresas ferroviárias do país – Caminhos-de-Ferro de Luanda, Caminhos-de-Ferro de Benguela e Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes – tendo sido a CFB a recebê-las em primeiro lugar e com mais de metade do lote, ficando com oito locomotivas.

Enquanto as suas congéneres, a de Luanda, para a qual estão reservadas duas unidades, e a de Moçâmedes, cinco, aguardam pela entrega formal das novas locomotivas, o Caminho-de-Ferro de Benguela já promete duplicar o número de viagens semanais, do Lobito ao Luau, passando de duas para quatro, e duplicar o número de passageiros e a quantidade de carga transportados.

Integrado no chamado Corredor do Lobito, o Caminho-de-Ferro de Benguela é o que maiores recursos públicos já absorveu, o que se explica pelo facto de ser o que maiores danos sofreu em consequência da guerra, mas sobretudo pela sua importância estratégica para o país.

O CFB começa no Lobito, atravessa as províncias do Huambo, Bié e Moxico, até ao município do Luau, de onde se liga à República Democrática do Congo.

Através da ligação à Zâmbia, que passa apenas pela construção de um ramal a partir do Moxico até à fronteira daquele país, será possível chegar à cidade da Beira, em Moçambique, a Dar es Salaam, na Tanzânia, junto ao Oceano Índico, o que lhe confere uma dimensão continental.

As ligações com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, concluídos que estão os trabalhos que cabiam a Angola, dependem agora daqueles dois países.

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