Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) vão voltar a transportar carvão da África do Sul para o porto da Matola, após uma interrupção de 20 anos, disse hoje à “Lusa” fonte da empresa.

O reinício das operações – interrompidas em 1998 – está previsto para amanhã, sexta-feira.

Com este regresso, a empresa pública prevê que o número de comboios que transportam carvão para os portos de Maputo e Matola passe de quatro para sete por dia, o que representará o transporte de cerca 21 mil toneladas por dia na linha de Ressano Garcia, que liga Moçambique e África do Sul.

Para garantir que a linha, de 88 quilómetros, suporte estas operações, está em curso um plano de reabilitação. Além da reconstrução de duas pontes, a empresa prevê a substituição de travessas numa extensão de 24 quilómetros.

A previsão da empresa é de que os comboios dos CFM transportem anualmente cerca de sete milhões de toneladas na linha de Ressano Garcia, aumentando a captação de receitas.

O transporte de carvão da África do Sul para o porto da Matola usando locomotivas dos CFM foi interrompido em 1998 devido à falta de meios da empresa moçambicana, explicou Adélio Dias, porta-voz dos CFM.

As operações ficaram entregues, nestas duas décadas, à operadora sul-africana Transnet Freight Rail (TFR).

 

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