A investigação dos EUA à “maior conspiração criminal do mundo” já rendeu 1,6 mil milhões de dólares em multas e mandou para a cadeia quatro executivos. Mas não deverá ficar por aqui.

A China Airlines é o mais recente nome numa lista planetária de companhias aéreas apanhadas pelas autoridades norte-americanas a concertarem entre si os fretes e sobretaxas de carga aérea.

A companhia de Taiwan declarou-se culpada e aceitou pagar uma multa de 40 milhões de dólares, por ter participado num cartel ilegal de carga aérea, pelo menos desde Janeiro de 2000.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a China Airlines terá acordado com outras companhias a fixação de preços em vários rotas de/para os EUA, e terá participado na monitorização concertada do mercado para garantir que tais preços eram efectivamente praticados.

A multa de 40 milhões de dólares agora aplicada fica, ainda assim, bastante longe do máximo de 100 milhões de dólares previsto para os infractores do Sherman Act.

Só este mês, a SAS Cargo aceitou pagar 13 milhões de dólares de multa, a Polar Air Cargo pagou 17,4 milhões e a Northwest Airlines está a negociar o pagamento de 38 milhões.

Desde o início das investigações do DoJ norte-americano, as companhias aéreas já foram condenadas a pagar 1,6 mil milhões de dólares e quatro executivos acabaram na cadeia. Maria Ullings, vice-presidente sénior para as vendas e marketing da carga na Martinair pode muito bem ser a próxima.

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