A Cosco e a CSCL vão mesmo fusionar-se. A nova entidade actuará em quatro áreas de negócio. A China Cosco Holdings concentrará a actividade do transporte marítimo de contentores.

Cosco

Tal c0mo se previa, o processo de fusão será longo e intrincado, tantas serão as transacções necessárias entre os dois grupos para arrumar as participações. De acordo com a informação aos mercados, entidade resultante da fusão actuará em quatro áreas: transporte marítimo de contentores, portos e terminais, transporte marítimo de granéis líquidos (oil & gas) e serviços de shipping e financeiros.

De fora ficará o negócio do transporte de granéis sólidos, que se manterá na esfera do Cosco Group.

No que toca ao transporte marítimo de contentores, a China Cosco Holdings (cotada em Hong Kong) será a entidade que assumirá o negócio. Para isso, comprará a frota da CSCL (e as participações em 33 agências) e alienará os activos do transporte de granéis à Cosco Group.

Com o “fim” da CSCL, a Ocean Three deverá perder um dos seus membros. Mas a CMA CGM, que lidera a aliança, já anunciou a intenção de integrar nela a NOL/APL (que assim sairá da aliança G6). Pelo que, com a UASC, a Ocean3 poderá manter-se.

A fusão dará origem à quarta maior companhia do mundo de transporte marítimo de contentores, em termos de capacidade. De acordo com o ranking da Alphaliner, a Cosco é número seis mundial e a CSCL é sétima. Juntas deterão uma quota de mercado de 7,6%, com mais de 1,5 milhões de TEU de capacidade.

As acções da Cosco e da CSCL, que estavam suspensas de negociação em Bolsa há larga semanas, à espera deste desenvolvimento, voltarão hoje ao “floor” com os investidores ainda desconfiados sobre o que estará aí para vir.

 

 

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