O governo chinês anunciou hoje que acertou com Washington a realização, em Janeiro, de um diálogo frente-a-frente, visando pôr termo às disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

China anuncia frente-a-frente-com EUA

Um porta-voz do ministério chinês do Comércio revelou que os dois lados têm mantido negociações “intensas” por telefone, e que já marcaram conversas “frente-a-frente” para o próximo mês, sem avançar com mais detalhes.

Os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente, acordaram um “armistício” de 90 dias, em 1 de Dezembro passado, para tentar pôr fim à guerra comercial entre os dois países.

Desde então, a China baixou as taxas alfandegárias sobre veículos importados dos EUA e recomeçou a comprar soja do país. Trump suspendeu o aumento, de 10% para 25%, nas taxas alfandegárias sobre 200 mil milhões de dólares (175 mil milhões de euros) de bens chineses.

Na origem da disputa está a política de Pequim para o sector tecnológico, nomeadamente o plano “Made in China 2025”, que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da concorrência externa.

Washington teme ainda perder o seu domínio industrial para um rival estratégico em ascensão.

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