A China Railways propõe-se construir uma linha de caminho-de-ferro entre o Zimbabué e Moçambique, através da Zâmbia, num investimento estimado em 2,5 mil milhões de dólares.

China Railways quer ligar Zimbabué e Zâmbia a Moçambique

O projecto da linha Trans-Zambeziana levou no final de Julho a Harare uma delegação da China Railways, chefiada pelo vice-presidente Shao Gang, para contactos com o governo local, juntamente com o parceiro local, a Global Power Bridge International, segundo relatou a imprensa de Harare.

A primeira fase do projecto consistirá numa ligação de 400 quilómetros entre Shamva, no Zimbabué, e Moatize, em Moçambique, onde se fará a ligação ao Corredor de Nacala, que liga ao porto do mesmo nome, e que actualmente é usado essencialmente para escoar o carvão extraído nas minas da região.

O projecto da China Railways envolve ainda a construção de uma linha de 1 700 quilómetros ligando directamente Binga, na fronteira do Zimbabué com a Zâmbia, até ao porto de Nacala.

A China Railways declarou o seu interesse no projecto em Março deste ano, numa carta ao Governo do Zimbabué assinada por Gang Shao, segundo o diário Financial Gazette.

“Temos estado a trabalhar de perto com a Global Power Bridge International para estabelecer as fundações do projecto ferroviário e estamos prontos a iniciá-lo”, afirma Shao.

O projecto envolve ainda a chinesa New Century Energy International, que tem um projecto de produção de soja em grande escala no Zimbabué, avaliado em 500 milhões de dólares.

O presidente da Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), empresa estatal que tem participações em todos os portos do país, anunciou recentemente que a empresa pretende investir 200 milhões de dólares na modernização da sua rede ferroviária ao longo dos próximos três anos.

 

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