Empresas chinesas poderão vir a participar no desenvolvimento da rede de Alta Velocidade espanhola, agora que o governo de Madrid aposta nas PPP para realizar as novas ligações, nomeadamente com a Galiza.

O ministro do Fomento espanhol tem-se desdobrado em contactos tentando promover a participação de empresas do país vizinho nos grandes projectos de infra-estruturas internacionais, e também tentando atrair investidores para o PEIT, o Plano Extraordinário de Infra-estruturas de Transportes, que prevê um orçamento de 17 mil milhões de euros.

Segundo o ministério, uma das maiores corporações espanholas chinesas especializada em infra-estruturas ferroviárias, terá já demonstrado o seu forte interesse no PEIT, e em particular no programa da Alta Velocidade de Madrid.

O governo de José Luis Zapatero já lançou dois concursos para PPP ferroviárias: a plataforma logística de Aranjuez e a manutenção integral da linha entre Albacete e Alicante, um negócio avaliado em 446 milhões de euros. Mas há mais previstos, nomeadamente a ligação de Alta Velocidade à Galiza, que tem um orçamento de seis mil milhões de euros.

Para além da construção de mais linhas, Madrid está preocupada com a manutenção da rede actual. Os custos anuais estimados rondam os 900 milhões de euros para a rede convencional, 1 500 milhões de euros para as redes suburbanas e 600 milhões de euros para a rede de Alta Velocidade.

No caso espanhol, o interesse dos chineses deverá ser essencialmente financeiro. Porque Espanha detém empresas de construção com experiência no sector e também a tecnologia no material circulante.

Mas noutros mercados europeus poderá não acontecer assim. Há poucos dias, a imprensa económica de Pequim dava conta da possibilidade do Reino Unido alugar comboios de Alta Velocidade à R.P. China para desenvolver os seus projectos ferroviários numa época de aperto económico.

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