Era um sucesso, mas acabou, ou vai acabar. Pelo menos por agora. A chinesa Beijing Capital Airlines, do Grupo HNA, accionista da TAP, decidiu suspender os voos directos entre Lisboa e Pequim a partir de Outubro e até Março de 2019.

Beijing Airlines suspende voos Lisboa-Pequim

“Confirmamos a suspensão dos voos entre Lisboa e Pequim, com começo a 15 de Outubro e até Março”, lê-se num correio electrónico enviado pela Beijing Capital Airlines a uma passageira, e a que a “Lusa” teve acesso.

Desde esta manhã, qualquer tentativa de marcar um voo dentro daquelas datas, através do portal de Internet da companhia aérea, não dava qualquer resultado.

Contactada pela “Lusa”, a empresa recusou avançar os motivos da suspensão, referindo apenas “razões operacionais”.

Ocupação chegou aos 95%

O voo, que tem três frequências por semana, entre a cidade de Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, arrancou a 26 de Julho de 2017.

No primeiro ano, a Beijing Capital Airlines transportou mais de 80 mil passageiros, segundos dados divulgados por altura do aniversário.

A taxa média de ocupação do voo fixou-se nos 80%, nos meses mais fracos, enquanto na época alta superou os 95%.

A Capital Airlines é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, que enfrenta uma grave crise de liquidez, depois de ter fechado o ano passado com uma dívida de 598 mil milhões de yuan (cerca de 77 mil milhões de euros), de acordo com os dados divulgados na apresentação dos seus resultados anuais.

A escalada nos custos de financiamento desencadeou uma onda de venda de activos do grupo, que tem sido um dos principais visados das advertências das autoridades chinesas sobre “investimentos irracionais” no estrangeiro, que podem “acarretar riscos” para o sistema financeiro chinês.

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