O início das exportações de carvão mineral da Vale Moçambique pelo porto de Nacala está atrasado e só deverá acontecer no terceiro trimestre do ano, disse em Tóquio o director executivo de Fertilizantes e Carvão do grupo brasileiro Vale.

A exportação do carvão de Moatize pelo porto da província de Nampula estava prevista para o  primeiro trimestre mas a empresa viu-se forçada a adiá-la por causa dos danos provocados pelas chuvas na linha de caminho-de-ferro que liga Moatize, província de Tete, a Nacala.

À margem do seminário Japan /Africa Mining & Resources Business, em Tóquio, Roger Downey garantiu à “Reuters” que a Vale Moçambique continua empenhada em alcançar uma produção de 11 milhões de toneladas de carvão por ano até meados de 2016, contra uma produção actual de 7 milhões de toneladas/ano.

A linha de caminho-de-ferro por onde se escoará o carvão da Vale tem uma extensão de 900 quilómetros e está integrada no Corredor de Nacala

Em Dezembro passado, o grupo Vale vendeu ao grupo japonês Mitsui & Co uma participação de quase 15% na mina de Moatize e de 35% na linha de caminho-de-ferro e no porto de Nacala.

Até à data, a Vale Moçambique tem exportado a produção de carvão unicamente através da linha do Sena, que estabelece a ligação entre Moatize e o porto da Beira, província de Sofala.

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