Quem é, afinal, o número um mundial no transporte marítimo de contentores? A Maersk Line é a resposta usual, mas a “Containerisation International” (CI) fez outras contas e chegou à conclusão que, afinal, a MSC já será a número um.

Segundo a CI, a MSC opera uma capacidade total de 1,84 milhões de TEU, enquanto a Maersk Line se fica pelos 1,82 milhões de TEU. Mas estas contas não consideram a capacidade da Safmarine e da MCC Transport, companhias “irmãs” da Maersk e que operam em consonância total com ela.

Somando a capacidade operada pelas três – Maersk Line, Safmarine e MCC Transport -, a companhia dinamarquesa leva a melhor sobre a operadora helvética, com uma vantagem de cerca de 9% em número de TEU.

Segundo a CI, a MSC detém 187 navios, com uma capacidade agregada de 873 281 TEU, e tem fretados outros 241, com uma capacidade de 975 159 TEU. A Maersk Line, por seu turno, é proprietária de 185 navios, com uma capacidade de 1,03 milhões de TEU, e tem fretados 226, com uma capacidade de 797,572 TEU. A Safmarine é dona de 11 navios (31 632 TEU de capacidade total) e tem fretados 45 (76 379). A MCC Transport, finalmente, opera com 52 navios fretados (78 070 TEU).

Para complicar, se necessário, a questão de saber quem é o número um mundial no transporte marítimo de contentores, a Alphaliner apresenta uns números diferentes da CI.

Segundo a casa de análise parisiense, a Maersk (a APM-Maersk) opera 583 navios (bastantes mais que os 519 referenciados pela CI), com uma capacidade total de 2,16 milhões de TEU. Ao passo que a MSC opera 458 porta-contentores (e não 428, como contabiliza a CI), com uma capacidade agregada de 1,92 milhões de TEU.

Certo é que a diferença entre o primeiro e o segundo do ranking mundial está cada vez mais ténue, com a MSC a crescer mais depressa que a Maersk à medida que vai recebendo mais e mais navios de 14 mil TEU.

E as encomendas conhecidas dos dois operadores colocam-nos praticamente a par num futuro mais ou menos próximo. Um cenário que poderá mudar caso se confirme a tão falada encomenda de navios de 18 mil TEU por parte das Maersk.

 

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