A ministra do Fomento de Espanha prometera “boas notícias” para a Cimeira Ibérica de hoje, mas o encontro de Baiona começou e acabou… sem novidades dignas do nome na área dos transportes.

Cimeira Ibérica 2015

O encontro entre Passos Coelho e Mariano Rajoy começou com 40 minutos de atraso mas não terá sido essa a causa da ausência de notícias. Facto é que a declaração final da Cimeira se limitou, no que aos transportes respeita, praticamente a “rever matéria dada” e conhecida.

No que toca ao transporte ferroviário, os dois Executivos limitaram-se a aplaudir o crescimento do número de passageiros, particularmente no comboio Celta (entre o Porto e Vigo) e a reafirmar a intenção de criar um mercado ibérico de transporte de mercadorias, lembrando de passagem a constituição de grupos de trabalho em torno do Corredor Atlântico da Rede Transeuropeia de Transportes.

Na rodovia, aplaudiram o acordo sobre a reabilitação da ponte internacional sobre o Guadiana (entra Vila Real de Santo António e Ayamonte) e o avanço dos concursos para a conclusão da A25 entre Vilar Formoso e a fronteira, e do seu prolongamento em território espanhol. Saudado foi também o avanço na interoperabilidade dos sistemas electrónicos de pagamento de portagens.

No domínio portuário, Lisboa e Madrid reafirmaram os desejos de incentivar as JUL respectivas, as AEM e as redes de abastecimento de combustíveis alternativos. Além da afirmação dos portos da Península no contexto internacional.

No transporte aéreo, um parágrafo para dizer que vão continuar a colaborar na construção do Céu Único europeu.

Em resumo: a reunião começou tarde mas poderia ter acabado cedo. Terá sido uma cimeira desnecessária, como acusou o secretário-geral do Eixo Atlântico?

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