A pouco e pouco vai-se sabendo mais sobre as ecotaxas que o governo de Paris se propõe cobrar pela circulação de pesados de mercadorias nas estradas gaulesas dentro de sensivelmente dois anos.

Um decreto publicado no Jornal Oficial no passado dia 4 define as três categorias em que serão repartidos os pesados de mercadorias, e em função das quais variará a taxa quilométrica a pagar. A primeira categoria compreende os pesados de dois eixos com peso bruto entre as 3,5 toneladas e as 12 toneladas. A segunda engloba os pesados de 2 eixos de 12 toneladas ou mais de peso bruto e os pesados de três eixos. Finalmente, a terceira categoria abarca os veículos de quatro eixos.

Para efeitos de contagem do número de eixos são considerados também os eixos eleváveis.

O montante a cobrar nas ecotaxas ainda não está definido, mas os documentos de trabalho apontam para um valor de 8 cêntimos/km para os veículos da primeira categoria, de 12 cêntimos/km para os da segunda, e de 14 cêntimos/km para os veículos da terceira categoria.

Entretanto, um outro diploma do governo de Sarkozy, publicado dia 2 do corrente, anunciou as regiões “periféricas” do país, onde as taxas quilométricas a cobrar serão minoradas em 25%. As regiões assim discriminadas positivamente serão a Bretanha, a Aquitânia e a Midi-Pirinéus.

Para Abril está previsto o decreto-lei que fixará o mapa das estradas departamentais que ficarão sujeitas ao pagamento de “portagens” (para além das estradas nacionais).

O sistema de ecotaxas francês compreenderá uma rede de cerca de 14 mil quilómetros de estradas nacionais e departamentais. Cerca de 600 mil camiões franceses e 200 mil estrangeiros deverão ser abrangidos.

A receita estimada poderá atingir os dois mil milhões de euros anuais.

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