A entrada no mercado de um maior número de mega-navios, com a frota mundial a crescer 29% em termos de TEU no último ano, acelerou os realinhamentos nas rotas mundiais, num efeito de “cascata”, segundo a Clarksons Research.

Canal do Panamá

Pelas contas da consultora, a frota de navios com capacidade para mais de 15 000 TEU era, no início de Maio, de 76 embarcações, com uma capacidade conjunta de 1,4 milhões de TEU.

As embarcações foram alinhadas na rota Ásia-Europa, na qual representam 36% da capacidade, contra 27% um ano antes.

Isso levou a que navios de dimensão ligeiramente menor, mas ainda assim, grandes, na faixa 8 000-12 000 TEU, fossem deslocados da rota Extremo Oriente-Europa para a Ásia- Costa Leste dos EUA, beneficiando do alargamento do Canal do Panamá, que no final de Junho cumpre um ano.

No início de Maio, os navios de 8 000-12 000 TEU representavam, segundo a consultora, 54% da capacidade na rota Trans-Pacífico, enquanto a faixa entre os 3 000 e os 8 000 TEU, incluindo os navios Panamax antigos, correspondiam a 32%. Há um ano, aqueles valores eram, respectivamente, de 52% e 40%.

 

 

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