Com o fim das escalas intermédias em Santander, a CLdN aposta em aumentar para cerca dos 100% a ocupação dos três navios que ligam Leixões a Roterdão.

CLdN quer captar mais cargas para as escalas em Leixões

Desde a semana passada que a CLdN voltou a ligar directamente, três vezes por semana, os portos de Leixões e Roterdão. A escala intermédia em Santander, que o mercado português ajudou a alavancar, é agora um serviço autónomo.

“A oferta em Leixões volta ao início do projecto, ou seja, serviços pendulares dedicados  entre Leixões  e Roterdão, servindo todo o hinterland e com possibilidades de transbordo para ou desde as outras rotas: Purfleet e Killingholme no UK, Dublin na Irlanda e, na Escandinávia, Gotemburgo, Esbjerg e Hirsthals”, resumiu Sérgio Costa, o rosto português da CLdN em declarações ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Sem paragens intermédias, melhoram os transit times mas, sobretudo, aumenta a fiabilidade do serviço, sublinha o responsável, aludindo às dificuldades de navegação acrescidas que poderão advir da aproximação do Inverno.

As saídas de Leixões acontecem às segundas-feiras (23 horas), quartas-feiras (23 horas) e sábados (18 horas), com as chegadas a Roterdão anunciadas para as 5 horas de sexta-feira e domingo e as 6 horas de sábado, respectivamente.

O serviço é assegurado por três navios – o Catherine, o Vespertine e o Palatine -, três con-ro com capacidade para transportar, cada um, cerca de 3 mil metros lineares de carga.

Com o fim da escala em Santander, os navios passam a ter mais espaço disponível, o que não significa que passem a andar mais vazios. Isto porque em alguns trajectos a oferta de capacidade já se mostrava escassa, adiantou Sérgio Costa.

“Na descida, a  saída de sexta-feira esteve sempre próximo dos 100%, dado que o serviço sempre foi directo Roterdão-Leixões”. Diferente era a situação aos domingos e quartas-feiras, também por causa da paragem em Santander, mas agora “estamos prontos a responder as solicitações do mercado para Leixões e contamos rapidamente aproximar-nos desse valor”, especificou.

No sentido inverso, a expectativa é de chegar “muito perto dos 100%” até ao final do ano, nas saídas aos sábados e quartas-feiras, porque sem Santander “poderemos finalmente acolher as solicitações de mais espaço dos nossos clientes”.

Diferente é ainda a situação das saídas às segundas-feiras porque “dadas as especificidades do nosso mercado produtor, a carga nem sempre esta pronta para embarque atá ao final do dia”.  “Mas estamos a trabalhar para a ocupação plena”, rematou Sérgio Costa.

A operar em Leixões desde 2014, a CLdN é a grande responsável pelo crescimento da carga ro-ro no porto nortenho, que assim há muito reclama a liderança nacional no segmento (Setúbal é número, mas no tráfego de automóveis).

Os navios da companhia luxemburguesa são operados pela Yilport Leixões no terminal Multiusos, única localização (ainda) com espaço para estacionar os semi-reboques e camiões que trocam a estrada pelo mar para chegarem ao Norte da Europa e Reino Unido.

 

 

 

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