Tratar os motoristas internacionais como trabalhadores destacados prejudica as empresas e os consumidores e é de difícil implementação.

A CLECAT, a FIATA e a AEE (Associação Europeia de Expresso) solicitam, por isso, aos deputados do Parlamento Europeu que apoiem as emendas que estão sobre a mesa para excluir, precisamente, o transporte rodoviário internacional do regulamento dos trabalhadores destacados.

Numa nota conjunta, as três associações sustentam que submeter os motoristas que atravessam as fronteiras à regulação laboral para trabalhadores destacadas é contrário à natureza internacional da actividade de transporte e é uma medida difícil de aplicar pelas autoridades dos diferentes Estados-membros.

A proposta de regulamento não traz benefícios para os operadores de transportes, que deverão enfrentar uma carga administrativa maior. E é negativo para os consumidores, que terão de pagar o impacto no preço de uma legislação que consideram desproporcional, acrescentam.

As associações defendem, outrossim, o reforço do mercado único de transportes na Europa, com regras simples, uniformes, claras e facilmente aplicáveis, que facilitem as operações de transporte, protejam os trabalhadores e assegurem um ambiente de concorrência em condições justas.

No relativo aos locais de realização dos descansos dos motoristas, CLECAT, FIATA e AEE coincidem em que esse matéria deverá ser tratada na proposta sobre os tempos de condução e repouso diário e semanal.

 

 

 

 

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