No final de 2016, apenas 17 companhias tinham uma capacidade de transporte de mais de 200 mil TEU. No final de 2015 contavam-se 20. Nos próximos 18 meses deverão ficar apenas 13, devido à consolidação em curso no sector.

Hanjin-Shipping

A aquisição da APL pela CMA CGM, a integração da CSCL e da Cosco e o colapso da Hanjin Shipping explicam a redução do número de grandes operadores no ano passado. Para 2017, estão previstas a fusão entre a Hapag-Lloyd e a UASC, a compra da Hamburg Sud pela Maersk e a joint-venture entre K Line, MOL e NYK.

A capacidade conjunta dos 17 principais operadores caiu 1,3%, entre Janeiro de 2016 e Janeiro de 2017, após a “retirada” da tonelagem da Hanjin, indica a Alphaliner. A consultora calcula que as 17 maiores companhias controlam 81,2% da capacidade global, contra 83,7% do “top” 20 no ano anterior.

A companhia com maior capacidade continua a ser a Maersk (incluindo as marcas Safmarine, Sealand, MCC e Seago), com 3,3 milhões de TEU. Este ano deverá aumentar ainda mais, com a compra da Hamburg Sud, ainda que os navios em fretamento desta devam ser dispensados.

A MSC é a segunda maior companhia em termos de capacidade, tendo fechado 2016 com 2,8 milhões TEU (mais 6%, incluindo dez mega-navios de 19 mil TEU). O “pódio” integra ainda a CMA CGM, com uma capacidade total de 2,1 milhões de TEU.

A Cosco é a quarta maior companhia em termos de capacidade, com 1,6 milhões de TEU, seguida pela Evergreen, com 993 mil TEU. A companhia de Taiwan será, porém, substituída nessa posição pela fusão da Hapag-Lloyd com a UASC, que têm uma capacidade conjunta de 1,5 milhões de TEU.

 

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