Sucedem-se as notícias de entregas de navios porta-contentores de grandes dimensões, que de imediato são alinhados nos serviços entre o Extremo Oriente e a Europa.

A CMA CGM recebeu o primeiro de dois navios de 11 300 TEU encomendados à Hyundai Heavy Industries em Junho e Setembro de 2006.

O CMA CGM Titan e o CMA CGM Cassiopea destinam-se a operar no FAL 3, substituindo navios com capacidades entre os 8 500 e 9 500 TEU.

Os dois navios são os nono e décimo de uma encomenda de 12 e estão construídos há já 18 meses. Entretanto ficaram parados nos estaleiros, enquanto a CMA CGM tentava ultrapassar a crise em que mergulhou e que chegou a ameaçar o seu futuro.

A CSCL recebeu entretanto o CSCL Venus, destinado a operar no AEX1/CEM o serviço Extremo Oriente-Europa mantido conjuntamente com a Evergreen.

Construído nos estaleiros da Samsung Heavy Industries, o CSCL Venus tem uma capacidade de transporte de 14 074 TEU e está classificado como “neo-overpanamax” uma vez que a sua largura não lhe permitirá passar nem nas novas eclusas do canal do Panamá.

O CSCL Venus é o segundo de uma encomenda de oito navios, avaliados em 170 milhões de dólares cada.

Os analistas do mercado têm multiplicado os avisos sobre o desequilíbrio entre a oferta e a procura de capacidade no transporte marítimo de contentores, em particular no tráfego Extremo Oriente-Europa. Um desequilíbrio que tende a agravar-se e que se reflecte nos fretes e, em última análise, nos resultados dos operadores, que podem voltar às perdas este ano.

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