No segundo trimestre, a CMA CGM transportou mais contentores e reduziu os custos operacionais. Mas a evolução dos resultados líquidos foi muito penalizada por causa dos “extraordinários” do ano passado.

Entre Abril e Maio, o número três mundial no transporte marítimo de contentores atingiu um volume de negócios de 4,2 mil milhões de dólares (mais 3,7%) e um EBIT de 204 milhões de dólares (mais 18,7%). Mas os resultados líquidos ficaram-se pelos 94 milhões de dólares (contra 268 milhões no trimestre homólogo anterior).

A melhoria das receitas e do EBIT é explicada pelo aumento dos volumes transportados (mais 8% para 3,1 milhões de TEU) e pela redução de 4,8% no custo unitário de transporte, que compensaram a quebra de 3,9% nos fretes.

A quebra nos resultados líquidos é explicada essencialmente pelo impacte de 248 milhões de dólares que a venda de 49% da Terminal Link teve nos lucros do segundo trimestre de 2013.

Na apresentação dos resultados, a CMA CGM nada disse sobre o futuro do seu posicionamento no mercado, depois do fracasso do P3 e de ter sido preterida na formação da 2M.

Outrossim, a companhia deixou vincada a renovada aposta na operação de terminais de contentores, com a assinatura de uma parceria para o porto de Mundra (India), o arranque das negociações para um terminal em Kingston (Jamaica) e os planos para a transformação do porto de Reunião (Ilha de Reunião) no hub para o Índico.

 

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