A CMA CGM registou um prejuízo de 100 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2016, um valor que contrasta com o lucro de 406 milhões do período homólogo de 2015. A companhia francesa propõe-se cortar mil milhões de dólares nos custos nos próximos 18 meses.

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Entre Janeiro e Março, a CMA CGM transportou 3,2 milhões de TEU nos primeiros três meses de 2016, mais 2,9% do que há um ano e acima do crescimento médio do mercado, que foi de 1,2%. As rotas transpacífico e transatlântico, com origem ou destino nos Estados Unidos. foram o grande contribuinte para aquela subida, compensando a quebra verificada no Ásia-Europa.

Todavia, e fruto do desequilíbrio entre a oferta e a procura, a CMA CGM sofreu uma quebra de 17,6% no preço médio dos fretes por TEU. E com isso o volume de receitas nos três primeiros meses do ano foi de 3,4 mil milhões de dólares, contra 4 mil milhões no período homólogo de 2015.

O EBIT manteve-se positivo mas apenas nos três milhões de dólares (406 milhões há um ano), com a margem operacional a afundar de 10,1% para 0,1%.

Ao longo do trimestre, a CMA GGM reduziu ligeiramente a frota, de 457 para 448 navios, mas aumentou a capacidade, de 1,7 para 1,8 milhões de TEU.

“Num ambiente muito difícil, registámos no primeiro trimestre uma subida dos volumes transportados acima da média do mercado, mantendo a margem EBIT positiva. Vamos manter a nossa disciplina financeira, incluindo a implementação do plano de redução de custos. Além disso, estamos a dar passos nos nossos projectos estratégicos, nomeadamente com a proposta de aquisição da NOL e a criação da nova aliança operacional Ocean Alliance, com lançamento previsto para Abril de 2017”, comentou, citado pela assessoria de imprensa, o vice-chairman da CMA CGM, Rodolphe Saadé.

A companhia anunciou, sem detalhar, um programa de redução de custos para os próximos 18 meses, com o qual se propõe cortar mil milhões de dólares.

 

 

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