O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Hermínio Loureiro, afirmou esta sexta-feira ser “fundamental” que durante o primeiro trimestre de 2017 fique fechado o desenho das linhas que devem avançar na expansão da rede do Metro do Porto.

Metro do Porto

Afirmando que a expansão da rede do Metro do Porto é “absolutamente imprescindível e indiscutível”, Hermínio Loureiro disse que o próximo passo, depois de garantido um investimento de “280 milhões de euros ou mais”, é “procurar as convergências necessárias” para a Área Metropolitana do Porto (AMP) definir quais as linhas a construir.

Acrescentou que já esta sexta-feira, em reunião do CmP, os autarcas provaram “que é muito mais” aquilo que os une do que o que os separa, ao aprovarem por unanimidade o contrato de delegação na AMP das competências do Estado na gestão da STCP, e outros documentos relacionados com a transferência para os seis municípios que são servidos pelo operador público de transportes.

O também autarca de Oliveira de Azeméis admitiu que “naturalmente cada município vai lutar por aquilo que achar melhor para as suas populações” e que “se o dinheiro [disponível] não chega para todos, todos têm de se entender em relação às prioridades”.

O presidente do CmP, que hoje se reuniu no Europarque, em Santa Maria da Feira, sublinhou que “nada disso seria possível se não tivéssemos garantido o financiamento.” Hermínio Loureiro considera que se a discussão sobre a expansão da rede do metropolitano tivesse começado pela discussão das linhas “garantidamente hoje não existiam 280 milhões” de euros disponíveis.

Esta sexta-feira, o CmP aprovou também – com a abstenção de Valongo – a expansão do zonamento do título de transporte público Andante a toda a AMP, que prevê a criação de 75 novas zonas. O documento carece ainda da aprovação por parte de cada um dos 17 municípios da AMP.

O presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro (PS), justificou a abstenção por ter tido a indicação, por parte dos serviços municipais, de que o novo mapa de zonas do Andante “pode ser prejudicial para os munícipes”.

De acordo com o documento aprovado, a expansão do zonamento para os sete municípios da AMP ainda não cobertos pelo título encontra-se também segmentada por sectores, sendo que “cada sector tem por base um município central, ainda que extravase os seus limites”.

A comissão executiva do CmP garantiu que este novo zonamento “não aumenta o preço” dos títulos de transporte.

Depois de cada uma das autarquias validar as suas zonas, o documento será enviado ao Ministério das Finanças e à secretaria de Estado do Ambiente para aprovação, tendo em conta a comparticipação nos passes sociais.

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