O comboio de mercadorias China-Espanha está a chegar carregado à Europa, mas volta quase vazio à Ásia. A situação só não é pior porque a Alemanha ainda enche alguns vagões.

Comboio China-Espanha

A ligação ferroviária mais comprida do mundo, entre Madrid e a cidade chinesa de Yiwu (considerado o maior centro de venda e distribuição de bens do mundo), arrancou com o serviço regular em Maio último mas a primeira viagem remonta a Dezembro de 2014.

Desde então, chegaram a Madrid 39 comboios carregados, mas apenas oito seguiram em sentido contrário, de acordo com a Timex, a empresa que gere as mercadorias no comboio.

Para ligar Madrid e Yiwu, o comboio percorre oito países europeus e asiáticos, num total de 13 052 quilómetros. A viagem demora 21 dias, o que é mais rápido que o navio (30 dias de transit time). É, porém, mais caro, pois um contentor no comboio pode custar 2 000 euros, contra cerca de 1 300 euros (ou menos…) no navio.

O preço desencoraja os empresários a colocarem produtos na ferrovia, mas é, sobretudo, a desconfiança nesta solução de transporte que justifica a pouca procura. Além do desequilíbrio da balança comercial entre Espanha e China, que os chineses se propõem diminuir, importando produtos espanhóis e distribuindo-os para o todo o país.

Mas há ainda outros obstáculos a vencer, como é o caso das diferentes imposições legais e administrativas nos países atravessados, sem esquecer os rigores climatéricos que ameaçam a qualidade dos produtos transportados.

Assim sendo, a solução ferroviária só se aguenta com as exportações alemãs (que enchem vários contentores) e com o apoio das autoridades de Pequim, que consideram o projecto prioritário.

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