Dia 20 de Janeiro é a data marcada para a partida do primeiro comboio de mercadorias que há-de ligar semanalmente Portugal e a Alemanha, adiantou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS Jorge Carvalho, director comercial da DB Schenker.

Tal como previsto, nos últimos dias realizou-se a segunda viagem de teste do novo serviço que, de acordo com aquele responsável, “correu até melhor do que o previsto”. Resolvidos que foram “alguns problemas com a recolha/entrega das cargas”, foi possível aumentar “para os 70%” a taxa de ocupação do comboio à importação, enquanto a viagem ascendente voltou a ser feita em completo. Cada comboio transporta 25 caixas móveis.

O próximo passo será, agora, iniciar o serviço regular, a partir de Janeiro. Jorge Carvalho garante que a oferta ferroviária (incluindo as necessárias pernadas rodoviárias) é “concorrencial” em termos de preço e “imbatível” no tempo de trânsito comparativamente com o transporte rodoviário “mesmo recorrendo a dois motoristas”.

O mesmo responsável sublinha, de resto, a “adesão invulgar” de muitas empresas que se dispuseram a “pagar para ver”, com isso favorecendo o lançamento do novo serviço. É que o “comboio da Autoeuropa”, como chegou a ser referido, depende, afinal, sobretudo de vários outros carregadores. No caso deste segundo “piloto”, a construtora de Palmela carregou “quatro/cinco caixas à exportação e oito/nove à importação”, refere Jorge Carvalho.

Em Portugal é a CP Carga quem garante a tracção. As partidas/chegadas acontecem em Leixões e na Bobadela, fazendo-se a concentração e separação dos vagões na plataforma da Pampilhosa.

Caso o serviço regular que se iniciará em Janeiro cumpra com as expectativas, uma segunda ligação semanal poderá avançar “em meados do ano”, antecipa o director comercial da DB Schenker. Mais difícil será atingir uma cadência diária (tal como insistentemente pedem os responsáveis da Autoeuropa). Até por causa das dificuldades em “garantir o atravessamento de França”, explica Jorge Carvalho.

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