A utilização de combustível com baixo teor de enxofre é melhor opção do que a instalação de filtros (scrubbers) para cumprir as normas da IMO a partir de 2020, de acordo com a Lloyd’s Register.

Lloyd's defende a mudanla de combustível para reduzir emissões de enxofre

Os especialistas da sociedade classificadora britânica consideram que os filtros são, mesmo, a última opção na lista para as operadoras cumprirem as novas regulamentações. Nos próximos 18 meses, não importará a rapidez com que esses sistemas possam ser instalados, pois será fisicamente impossível que se tornem a solução principal, de acordo a Lloyd’s Register.

Os números parecem sustentar este argumento. Estima-se que, entre os cerca de 90 mil navios activos na frota mundial, serão 50 mil a 60 mil os que terão de cumprir os requisitos da IMO relativos às emissões de enxofre, por estarem envolvidos em transporte internacional. Pois bem, a estimativa da Clarkson é de que, no presente, estejam instalados em navios à volta de 600 sistemas de depuração e a Forsdyke, por seu turno, estima que em 2020 haverá um máximo de 3 000 scrubbers aplicados.

A previsão da Wartsila é semelhante e o Morgan Stanley reduz o número para 1 200, ainda que, saliente que, no futuro, o retorno de investimento será reduzido para menos de um ano.

Com efeito, no presente, o investimento é mais um entrave à opção por filtros de gases de escape nas embarcações. Com um custo de cerca de cinco milhões de dólares (4,3 milhões de euros) por navio, a instalação é considerada demasiado dispendiosa para um sector que enfrenta desafios financeiros.

 

 

 

 

 

 

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