A Comissão Europeia vai propor a integração da Galiza no Corredor Atlântico da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), anunciou hoje o Eixo Atlântico.

“Temos a certeza de que a Comissão Europeia integrará a linha nos corredores europeus, o que mudará totalmente o interior da Galiza em termos de desenvolvimento económico e a competitividade dos portos”, destaca o presidente
do Eixo em comunicado.

No documento, o Eixo Atlântico indica ter-se reunido hoje com o coordenador europeu da Rede Transeuropeia de Transportes, Carlo Secchi, “para defender a inclusão” da ligação ferroviária entre A Corunha e Palência, passando por Vigo, no troço do Corredor Atlântico que liga o porto português de Aveiro e França.

“Durante a reunião Carlo Secchi confirmou ao presidente do Eixo que a linha A Coruña/Vigo/Ourense/Monforte/O Barco/Palência, reivindicação do Eixo Atlântico há anos, será proposta pela Comissão Europeia no próximo dia 6 de Junho para a sua integração no Corredor Atlântico, proposta que será remetida para ratificação pelo Parlamento e Conselho Europeu”, refere no documento.

Segundo o Eixo Atlântico, organismo que congrega 38 municípios portugueses e galegos, “a previsão para a ratificação definitiva é um ano, ainda que o actual Parlamento tenha intenção de o aprovar antes das próximas eleições europeias”.

“A proposta será oficializada antes de 2020 para que possa ser co-financiada em 2021 com os fundos do novo Quadro Comunitário [e] a Comissão Europeia realizará entre 2021 e 2023 uma revisão do estado das obras para garantir que em 2030, no máximo, toda a rede europeia esteja finalizada”, assinala.

O Eixo recorda que “a Comissão Europeia abriu recentemente um prazo para que os governos nacionais pudessem propor alterações ou incorporações às propostas que aprovou no ano 2010, quando se aprovou a Rede de Corredores
Ferroviários Europeus”.

“Nesse momento, o Eixo Atlântico conseguiu que o Governo português incluísse na proposta conjunta com o governo espanhol o corredor Aveiro/Salamanca/Palência/fronteira francesa, já que inicialmente apenas estavam
previstos o chamado eixo 16 (que logo se incluiu no Corredor Atlântico junto com o de Aveiro) Sines, Lisboa, Badajoz, Saragoça, França e o corredor do Mediterrâneo. Também tentou, sem êxito, que o eixo Monforte/Palencia fosse incluído nos corredores e continuou a trabalhar com este objetivo desde então”, realça.

O Corredor Atlântico, originalmente denominado como Corredor de Mercadorias n.º 4, é constituído por troços da infra-estrutura ferroviária existente e planeada entre Sines/Setúbal/Lisboa/Aveiro/Leixões – Algeciras/Madrid/Bilbao /Saragoça – Bordéus/La Rochelle/Nantes/Paris/Le Havre/Metz/Strasburgo  – Mannheim,
transpondo as fronteiras em Vilar Formoso/Fuentes de Oñoro, Elvas/Badajoz, Irun/Hendaye e Forbach/Saarbrücken.

A gestão do Corredor está a cargo de um Agrupamento Europeu de Interesse Económico (AEIE) integrado pela Infraestruturas de Portugal, Adif, SNCF Réseau e DB Netz.

Este artigo tem1 comentário

  1. luís pereira

    Parabéns à Galiza de “NUESTROS HERMANOS” ao lado do Minho e de Trás os Montes, ao contrário a MINISTRA DO MAR SÓ METE ÁGUA, já passaram 3 anos !!! ainda não renegociou as concessões dos 3 terminais portuários (produtividade igual a zero) a saber : 1) Leixões & Aveiro, 2) Lisboa & Setúbal e 3) Sines a economia de Portugal é a que menos cresce na UE, os salários mais baixos em toda a UE são os dos portugueses, a dívida também não para de subir, a mentira da geringonça continua igual ao A Costa !