Depois da Groundforce, também as principais companhias aéreas a operar em Portugal contestam os aumentos das rendas e taxas decidida pela ANA. E ameaçam reduzir a presença nos aeroportos nacionais.

“Os recentes aumentos das taxas e rendas, em contraciclo com o mercado, nos aeroportos estão a preocupar os membros da Rena. Alguns equacionam mesmo abandonar ou reduzir os espaços nos principais aeroportos portugueses”, denunciou a associação representativa de companhias como a Air France, a Iberia, a Lufthansa e a TAP.

Em comunicado, a Rena considerou que se trata de “um aproveitamento claro do monopólio, por parte da ANA, que é completamente incomportável na estrutura de custos das companhias aéreas”. As companhias aéreas terão sido colocadas “à margem de todo este preocesso”, acrescenta.

Para a associação, “a redução ou encerramento de rotas será uma consequência natural desta política” de preços, que considerou “completamente descabida e inadequada a situação do mercado e do país”.

O presidente da Rena, Paulo Geisler, em representação da Lufthansa, defendeu que “este novo modelo sacrifica totalmente a posição dos operadores actuais e futuros dos aeroportos em detrimento dos interesses do concessionário”.

Em consequência, a Rena já solicitou uma audiência à Administração da ANA e ao ministro da Economia, a quem apresentou a posição das companhias sobre este dossier.

Na semana passada, a Groundforce anunciou a recusa de pagar os aumentos de rendas decididos pela ANA, e a disposição de reduzir as áreas ocupadas nos aeroportos de Lisboa e Porto para conter os custos.

Na altura, fonte oficial da ANA confirmou que, no início do ano, foi implementado um aumento de 3,3% das taxas designadas ‘outras taxas de natureza comercial’ para todos os operadores de ‘handling’ – Groundforce e Portway -, tendo como referência a taxa de inflação do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicada em Junho passado.

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