As oito companhias que ficaram “órfãs” com o anúncio da Ocean Alliance poderão agrupar-se nua nova mega-aliança, capaz de ombrear com aquela e com a 2M, prevê a Alphaliner.

MOL

As companhias em causa são a UASC (que ainda integra a Ocean Three), a Hapag-Llloyd , a MOL, a NYK e a HMM (G6) e a K Line, Yang Ming e Hanjin (membros da CKYHE). A que se poderá juntar ainda a Hamburg Süd, parceira da UASC em vários serviços.

Agora são oito (ou nove) companhias, mas num futuro próximo poderão ser apenas seis. A Hapag-Lloyd e a UASC estão em conversações sobre uma possível fusão, e também é possível que a HMM e a Hanjun Shipping, ambas em dificuldades financeiras, possam ser fusionadas no âmbito da reestruturação empreendida pela banca pública da Coreia do Sul.

Se acaso todas se juntassem, a nova aliança poderia ombrear com a 2M (Maersk Line + MSC) e com a Ocean Alliance (CMA CGM + Cosco + OOCL + Evergreen) nos tráfegos Leste – Oeste. Considerando os dados coligidos pela Alphaliner, as oito companhias “órfãs” controlam, juntas, uma quota de 19,2% na capacidade mundial de transporte marítimo de contentores. Com a Hamburg Süd chegam aos 22,3%. A 2M detém 27,9% e a Ocean Alliance 23,6%.

Este cenário avançado pela Alphaliner surge em linha com as previsões da Drewry, que antecipa a existência de apenas três mega-alianças em meados de 2017 (quando a Ocean Alliance já estará activa), contra as quatro actualmente constituídas.

Seguro é que dentro de um ano o panorama do sector será diferente, seja por causa das alianças, seja por força de fusões e aquisições, seja mesmo pelo desaparecimento de alguma companhia afundada pelas dívidas.

 

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