As exportações da indústria de componentes para automóveis fixaram um “recorde absoluto” em 2019: 9 749 milhões de euros, divulgou a associação sectorial.

 

Em comunicado, a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) destaca, tendo por base os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que este valor representa uma subida de 4,2% face a 2018 e de 86% face aos 5 241 milhões de euros de exportações registadas em 2010.

“Perante estes resultados confirma-se que as exportações de componentes automóveis crescem mais do que a restante indústria transformadora [4,2% contra 3,6%], mostrando-se um dos sectores mais importantes para o crescimento da economia e para as exportações portuguesas”, sustenta a associação.

No ano passado, as exportações do sector de componentes automóveis cresceram 4,1% para os países da União Europeia (UE), que absorveram 90% das vendas externas do sector, e 4,3% para o resto do mundo.

Os mercados espanhol, alemão, francês e britânico responderam por 71% do total das exportações, tendo o maior crescimento sido registado nas vendas para Espanha (mais 9,4%, para 2 611 milhões de euros), seguida da Alemanha (mais 5,8%, para 2 058 milhões de euros) e de França (mais 1,8%, para 1 363 milhões de euros).

Em quebra estiveram as exportações para o Reino Unido, que somaram 852 milhões de euros e recuaram 8,9%.

Segundo a AFIA, actualmente a indústria de componentes automóveis representa 16,3% das exportações portuguesas de bens transaccionáveis.

A indústria de componentes para o sector automóvel agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59 mil pessoas e uma facturação anual de 12 mil milhões de euros, com uma quota de exportação superior a 80%.

“Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB), 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transaccionáveis”, avança a associação.

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