O preço mínimo de reprivatização dos ENVC será de 30 milhões de euros, mas só o Atlântida vale 35 milhões, sustenta a Comissão de Trabalhadores.

“O que nos foi dito pela administração dos ENVC é que o ferryboat Atlântida faz parte, como activo, do caderno de encargos da reprivatização. Assim, os estaleiros vão ser vendidos por um euro, provavelmente”, explicou António Costa, coordenador da Comissão de Trabalhadores da empresa, citado pelo “i”.

A embarcação foi encomendada pelo Governo Regional dos Açores, por 50 milhões de euros, mas o contrato foi denunciado. Agora está há meses parada no Alfeite e os ENVC ainda devem aos Açores sete milhões de euros.

Um dos critérios para a privatização dos ENVC é o preço oferecido pelas acções da empresa, que tem um capital social nominal de 29,9 milhões de euros. O Atlântida, pelas contas dos trabalhadores, valerá 35 milhões de euros.

“Realmente, esta empresa quase vai de borla”, reforçou António Costa ao “i”.

Entretanto prosseguem as negociações entre os estaleiros de Viana e a empresa de petróleos da Venezuela sobre o contrato para o fornecimento de dois navios asfalteiros.

Em causa está a construção de dois navios de 188 metros, para o transporte de asfaltos, que para os ENVC representarão 1,3 milhões de horas de trabalho e 128 milhões de euros de receita bruta.

As questões em aberto prendem-se com a compra das matérias-primas necessárias para os navios, com as implicações da privatização dos ENVC no cumprimento do contrato, e com o prazo para a entrega dos navios.

O contrato inicial foi assinado em 2010. Os navios deveriam ser entregues em 2013, agora assume-se que possam sê-lo em 2014.

A construção dos asfalteiros será uma novidade e uma mais-valia para os ENVC e poderá originar novas encomendas por parte da Petróleos da Venezuela.

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