As comunidades portuárias nacionais defendem uma maior “liberdade” comercial das administrações portuárias no respeitante ao regulamento de tarifas.

A reorganização do Sector Empresarial do Estado ao nível das administrações portuárias foi um dos temas abordados na primeira reunião dos presidentes das comunidades portuárias, realizada há dias na Figueira da Foz.

Os dirigentes das comunidades de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa e Setúbal não se pronunciaram sobre a criação da “anunciada” holding, mas implicitamente sustentaram a manutenção do actual modelo. Quer ao defenderem maior “liberdade” na fixação de tarifas, quer ao sublinharem que a melhor forma de tornar de aumentar a competitividade dos portos (e, logo, a sua rendibilidade) passa por escolher a manter nos conselhos de administração das administrações portuárias profissionais qualificados.

Da reunião da Figueira da Foz saiu também a decisão de instar o Governo a reactivar os grupos de trabalho criados pela então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, no auge da crise do ano passado, com o objectivo de discutir e implementar medidas de promoção da actividade nos portos, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS junto do secretário geral da Comunidade Portuária de Lisboa.

As comunidades portuárias apostam em tornar regulares os encontros informais dos presidentes, para debater os temas que interessam a todos. Para além disso, ficou a ideia de realizar em meados do próximo ano um encontro nacional que reúna todos os parceiros que constituem as comunidades dos portos.

À chamada para a reunião da Figueira da Foz apenas faltou o presidente da Comunidade Portuária de Aveiro, que fez representar por José Manuel Correia Luiz. Todas as outras comunidades estiveram representadas pelos respectivos presidentes: Vieira dos Santos (Leixões), António Redondo (Figueira da Foz), José Manuel Henrique (Lisboa) e Porfírio Gomes (Setúbal).

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