Estado e privados querem renegociar a concessão do Metro Sul do Tejo, que tarda em atingir os objectivos.

A renegociação da concessão do Metro do Sul do Tejo é uma das medidas previstas na proposta de Orçamento de Estado apresentada pelo Governo, mas não é determinada pela difícil situação das finanças do país.

À “Lusa”, José Luís Brandão, administrador da empresa concessionária (controlada pelo Grupo Barraqueiro) explicou que “o contrato de concessão prevê que se ao fim de três anos os fluxos de tráfego não forem atingidos, haja uma renegociação entre o Estado e a concessionária”.

Em consequência, acrescentou, a empresa “está disponível para negociar”.

As linhas Cacilhas-Corroios, Corroios-Pragal e Cacilhas-Universidade, que constituem a actual rede, estão em operação desde o final de 2008 mas estão longe de atingir as metas esperadas em termos de receitas, quer pela fraca utilização, quer pelo elevado número de passageiros que viajam sem pagarem.

Para o administrador da Metro Sul do Tejo, o sucesso da concessão passa pela redução da taxa de fraude (nomeadamente, com a instalação das máquinas de validação dos títulos de transporte fora das composições, nas estações), pelo pagamento de indemnizações compensatórias pela prestação do serviço público social, e pela extensão da rede até à Costa da Caparica e ao Barreiro (que daria escala ao sistema e lhe permitiria potenciar a atracção de passageiros e a captação de receitas).

Há dias apenas, José Luís Brandão denunciou a situação de ruptura iminente da Metro Sul do Tejo, por falta de pagamento de sete milhões de euros de indemnizações compensatórias pelo Estado. O MOPTC reagiu a responsabilizou a concessionária pelos atrasos.

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