O primeiro leilão de novas concessões portuárias no Brasil rendeu dois mil milhões de reais. Houve poucos interessados e uma concessão ficou mesmo deserta. O próximo leilão está previsto para Março de 2016.

Brasil - Porto de Santos

O Brasil já avançou com novas concessões portuárias. O primeiro leilão aconteceu na semana passada, na Bolsa de São Paulo, e angariou 2 066 milhões de reais (484 milhões de euros). Daquele montante, 608 milhões de reais (142,4 milhões de euros) serão investidos em infra-estruturas portuárias e equipamentos e o restante entrará nos cofres do governo brasileiro e da autoridade portuária de Santos, a Codesp.

A operação não foi, porém, um sucesso completo. Apenas cinco empresas foram a concurso e, dos quatro terminais em leilão, só três – todos no porto de Santos – foram licitados. Um quarto terminal, em Vila do Conde (no Pará) não teve ofertas.

O terminal graneleiro de Ponta da Praia foi licitado pelo consórcio LDC (Cargil e Louis Dreyfus), por um período de 25 anos, por 1,32 mil milhões de reais (dos quais 303 milhões para investimentos no terminal). As instalações no bairro do Macuco, em Santos, serão arrendadas pela Fibria Cellulose por 439,12 milhões de reais (115 milhões em infra-estruturas e equipamento). Por fim, a concessão, por 25 anos, da área de Paqueta de Santos foi licitada por 307,5 milhões de reais (12,5 milhões para novo equipamento) pela Marimex Despachos.

Os especialistas portuários brasileiros condenam a operação, acusando os promotores de verem no leilão uma forma de arrecadar fundos para os depauperados cofres do país e de desviar as atenções do processo de destituição da presidente Dilma Roussef, na sequência de escândalos de corrupção. Apesar de tudo, tanto o ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, como o presidente da Codesp, Alex Oliva, classificaram a operação como bem-sucedida.

Helder Barbalho adiantou ainda à comunicação social que o próximo leilão de terminais portuários deverá realizar-se em Março de 2016. O lote deverá incluir a área do Porto de Vila do Conde, no Pará, para qual não houve agora interessados.

 

 

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