As administrações portuárias de Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines encaixaram 16,2 milhões de euros, no primeiro trimestre, das respectivas concessões, maioritariamente de terminais de movimentação de mercadorias, apurou a UTAP (Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos).

Porto de Leixões

Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, verifica-se uma quebra de rendas de cerca de 3%, que contrasta com o aumento de 7% nas mercadorias movimentadas pelas concessões (18,9 milhões de toneladas). Mas a UTAP desvaloriza a situação.

Para o final do ano, a estimativa das rendas pagas pelas concessões às administrações portuárias é de 69,4 milhões de euros, valor que  concretizar-se superará os 68,8 milhões de euros do ano passado mas ficará abaixo do máximo de 70,4 milhões de euros registado em 2014.

APDL é quem mais recebe

A APDL continua a ser a administração que mais recebe das concessões. No primeiro trimestre foram 7,1 milhões de euros (44% do total), menos 5% em termos homólogos.

Seguiu-se-lhe, a grande distância, a autoridade portuária de Sines, com um total de 3,95 milhões de euros, a receber mais 3% do que no primeiro trimestre de 2015.

Em Lisboa, as  rendas das concessões baixaram 6% at+e aos 3,5 milhões de euros, ao passo que em Setúbal se mantiveram nos 1,6 milhões de euros e em Aveiro recuaram 6% para 112 mil euros.

TCL é quem mais paga

Sozinha, a Terminal de Contentores de Leixões, concessionária da infra-estrututura com o mesmo nome, arca com 27% das rendas pagas pelos detentores de concessões portuárias. A empresa agora detida pelos turcos da Yilport pagou, só entre Janeiro e Março, 4,4 milhões de euros à APDL.

Neste ranking particular das concessionárias, o grupo Petrogal é o segundo classificado, mercê da concessão do terminal de granéis líquidos de Sines (pagou 2,1 milhões de euros à APS) e da concessão do terminal de produtos petrolíferos de Leixões (pela qual pagou 1,5 milhões de euros à APDL).

A concessão do terminal multipurpose de Sines rendeu à administração portuária do porto alentejano 1,2 milhões de euros. Acima do milhão de euros de rendas pagas situaram-se ainda os terminais de contentores de Santa Apolónia, em Lisboa, com 1,1 milhões, e o terminal de carga geral e granéis de Leixões, com um milhão de euros.

 

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