No primeiro semestre, as administrações portuárias do Continente encaixaram 35,2 milhões de euros de receitas de concessões, menos 2% que na primeira metade de 2015, segundo os dados da UTAP (Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos).

Porto de Lisboa

Apesar da quebra homóloga, o valor pago pelos concessionários representa 51% do previsto para todo o ano, que é de 69,4 milhões de euros.

O porto de Lisboa foi o que sofreu a maior perda nas receitas das concessões (menos 12%), ao passo que Aveiro foi o que mais cresceu neste domínio (mais 7%). Setúbal avançou 3%, Sines 1% e Leixões manteve o nível de 2015.

A APDL (Leixões) continua a ser a administração que mais recebe das suas concessões portuárias. No primeiro semestre foram praticamente 15 milhões de euros (14,99 milhões). Em Sines, as concessões renderam 9,2 milhões de euros; em Lisboa 7,4 milhões, em Setúbal 3,4 milhões e em Aveiro 254 mil euros.

Note-se que nem todos os portos têm o mesmo nível de concessões portuárias, e que as concessões portuárias não são todas iguais – nomeadamente no binómino investimento do concessionário/rendas a pagar à administração portuária.

A TCL, concessionária da movimentação de contentores em Leixões, continua a ser, de longe, a que mais rendas paga: 9,4 milhões de euros entre Janeiro e Junho. Em Sines, a PSA Sines (Terminal XXI) pagou 2,2 milhões de euros; em Lisboa, a Sotagus (Santa Apolónia) pagou 2 millhões e a Liscont (Alcântara) um milhão.

Depois do terminal de contentores de Leixões, os que mais receitas renderam às administrações portuárias, no primeiro semestre, foram o terminal de granéis líquidos de Sines (4,1 milhões de euros), o terminal de produtos petrolíferos de Leixões (3 milhões) e o terminal multipurposa de Lisboa (2,3 milhões de euros).

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