As concessões renderam 36 milhões de euros às administrações portuárias no primeiro semestre. A APDL foi quem mais recebeu. A TCL foi quem mais pagou. Os dados são da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos (UTAP).

Porto de Leixões

Só no segundo trimestre as concessionárias entregaram às administrações portuárias 19,3 milhões de euros, mais 6% do que no período homólogo de 2014. No primeiro trimestre já haviam pago 16,8 milhões de euros.

A receita arrecadada das concessões pelas administrações portuárias nos primeiros seis meses do ano representa 49% do total estimado para todo o exercício, e que se prevê supere ligeiramente os 73 milhões de euros.

No segundo trimestre, período sobre o qual incide em particular o relatório da UTAP agora divulgado, a TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões, manteve a liderança do ranking de quem mais paga, com perto de 4,5 milhões de euros entregues à APDL. Um valor que representa, ainda assim, um recuo homólogo de 3%. O tráfego de carga contentorizada em Leixões caiu 10% no período.

Os lugares imediatos do ranking são ocupados pela CLT (grupo Petrogal), concessionária do terminal de granéis líquidos e gestão de resíduos de Sines, com 2,1 milhões de euros de rendas pagas; pela PSA Sines, concessionária do Terminal XXI, com 1,8 milhões; pela Petrogal, concessionária do terminal de produtos petrolíferos de Leixões, com 1,6 milhões de euros; pela Sotagus e pela Operlis /TSA, ambas com perto de 1,6 milhões de euros pagos, respectivamente, pelas concessões do terminal de contentores de Santa Apolónia e do terminal multipurpose, ambos no porto de Lisboa.

Na comparação com as rendas pagas no segundo trimestre de 2014, o maior salto (490%) verificou-se precisamente na concessão do terminal multipurpose da capital, que em Abril passado mudou de mãos para a TSA, na sequência de um concurso promovido pela APL. Destaque merece também o avanço de 61% verificado no terminal de contentores de Sines, que vai para além do aumento das cargas ali movimentadas.

APDL tem o maior encaixe

Olhando para quem recebe, a APDL (Porto de Leixões) voltou a ter o maior encaixe, com 7,5 milhões de euros (menos 3%). A APS (Porto de Sines) viu estas receitas crescerem 19% para 5,3 milhões de euros. A APL (Porto de Lisboa) “facturou” 4,7 milhões de euros (mais 10%). A APS (Porto de Setúbal) recebeu 1,7 milhões de euros (mais 2%) e a APA (Porto de Aveiro) 119 mil euros (mais 12%).

Cumprido meio ano, as receitas das concessões portuárias arrecadadas representam cerca de metade do previsto para todo o exercício: 73 milhões de euros. Sendo que no caso do multipurpose de Lisboa a execução já chegou aos 168%!

No final do ano, Leixões deverá ter encaixado 28,1 milhões de euros, Sines 18,9 milhões, Lisboa 18,9 milhões, Setúbal 6,8 milhões e Aveiro 460 mil euros.

Entre as concessionárias, a TCL deverá pagar em todo o ano de 2015 16,6 milhões de euros, a CLT 8,3 milhões, a Sotagus 7,5 milhões, a Petrogal 6,3 milhões, a PSA Sines 4,9 milhões, a Portsines 4,5 milhões, a Sadoport e a Liscont 4,1 milhões cada.

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