As 32 concessões portuárias renderam no ano passado 61,2 milhões de euros às administrações portuárias. O TCL foi quem mais pagou: 13,8 milhões de euros.

Comparativamente a 2010, os concessionários pagaram mais 5%, sensivelmente dois milhões de euros. A receita total superou o previsto em 9%. A explicação reside no crescimento da actividade marítimo-portuária, com reflexo nas rendas variáveis devidas pelos concessionários. No ano passado, os portos nacionais processaram um volume recorde de mercadorias.

Os dados constam do Boletim Informativo sobre as Parcerias Público-Privadas e Concessões elaborado pela Direcção-Geral de Tesouro e Finanças (DGTF) e relativo ao quarto trimestre do ano passado.

A TCL, concessionária do Terminal de Contentores de Leixões, foi, de novo, e de longe, quem mais pagou. Foram 13,8 milhões de euros, cerca de 22,5% do total recebido pelas administrações portuárias.

O segundo lugar neste ranking continuou da Sotagus, concessionária do terminal de contentores de Santa Apolónia, em Lisboa, que pagou 7,2 milhões de euros. O terminal de granéis líquidos de Sines (concessionado à Petrogal) rendeu 7,7 milhões e o terminal de produtos petrolíferos de Leixões (idem) valeu 6,3 milhões.

Seguiram-se-lhes o Terminal Multipurpose de Sines (4,3 milhões), o TCGL, de Leixões (3,6 milhões), e o Terminal Multiusos Zona II de Setúbal, com 3,4 milhões de euros.

Das 32 concessões portuárias, apenas quatro não cumpriram com as receitas previstas. Das mais pequenas e com desvios sem significado.

O relatório da DGTF alude igualmente à estimativa de investimentos de algumas das concessões, a preços de 2011. E aí a PSA Sines lidera destacadíssima, com um montante de 459,3 milhões de euros, seguida, a grande distância, pela Portsines (Multipurpose de Sines), com 163,5 milhões. A TCL atinge os 89 milhões de euros, a Sotagus os 78,8 milhões e a TCGL os 53,3 milhões de euros.

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