As obras de conclusão da linha de caminho-de-ferro de Sena, em Moçambique, iniciam-se ainda este mês, garantiu em Maputo a administradora executiva da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Marta Mapilele.

Citada pelo “O País”, Marta Mapilele adiantou que as obras custarão cerca de 45 milhões de dólares, devendo ser executadas num período de seis meses, findo o qual a linha disporá de uma capacidade de transporte de até 6,6 milhões de toneladas por ano, a actual capacidade do terminal de carvão do porto da Beira.

Antes do início das obras, a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique terá ainda de assinar o contrato de rescisão com o antigo empreiteiro, o consórcio formado pelas empresas estatais indianas Rites e Ircon, e parceiro com a CFM na gestão da rede de caminhos-de-ferro do Centro de Moçambique.

Marta Mapilele disse também que serão efectuados estudos para determinar quais as intervenções que terão de ser feitas na linha a fim de aumentar a sua capacidade de transporte para os 12 milhões de toneladas por ano, numa primeira fase, e para os 18 milhões de toneladas, mais tarde, a fim de “ir ao encontro da capacidade do terminal de carvão em construção no porto da Beira”.

Marta Mapilele, que falava à margem da conferência CEO Experience, realizada em Maputo, revelou que a brasileira Vale e a anglo-australiana Rio Tinto já apresentaram à empresa os seus planos de produção, prevendo uma necessidade de transporte de cerca de cinco milhões de toneladas de carvão, ou seja, abaixo da capacidade após as obras da linha de Sena.

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