Os CTT já podem fechar a compra da Transporta. A Autoridade da Concorrência (AdC) decidiu-se pela “não oposição” à operação.

Transporta

O acordo dos CTT com o Grupo Barraqueiro para a compra de 100% da Transporta foi anunciado em Dezembro do ano passado. A notificação à Autoridade  da Concorrência aconteceu no início de Fevereiro e hoje, um mês volvido, foi conhecida a decisão que dá “luz verde” ao negócio.

A justificar a decisão, a AdC refere que a operação “não é susceptível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no (i) mercado da prestação de serviços de transporte de mercadorias por via rodoviária em carga fraccionada, com âmbito geográfico em aberto; e no (ii) mercado da prestação de serviços logísticos com âmbito geográfico em aberto”, de acordo com o comunicado emitido.

Pela compra de 100% da Transporta – Transportes Porta a Porta os CTT pagarão 1,5 milhões de euros, valor que poderá ainda subir em função da “geração de energias e rendimentos operacionais” nos próximos três anos, referiu, em Dezembro, a operadora postal.

Na altura, a empresa justificou o negócio dizendo que enquadrar-se “na estratégia de
captura de oportunidades de crescimento em mercados adjacentes com potencial sinérgico, adicionando ao seu portfólio uma nova oferta de distribuição de objectos acima de 30 kg e criando uma nova plataforma de expansão da empresa na cadeia de valor logística e carga last-mile”.

A Transporta, que actua no mercado com a marca Go Express, assume-se como “a maior empresa portuguesa a operar no mercado nacional de transporte fraccionado de mercadorias”.

De acordo com a informação disponível no seu site, a operadora conta “com cerca de 210 viaturas, 8 Plataformas de Distribuição, 2 Representantes, 2 Plataformas de “Cross-Docking” e aproximadamente 250 colaboradores, em território continental e insular (Açores e Madeira)”. Diariamente, realiza uma “média de 10.000 envios”.

 

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