A Autoridade da Concorrência decidiu  não se opor à compra de 100% da Portline Containers Internaci0nal (PCI) pela Via Marítima, do Grupo Sousa. Mas impõe alguns remédios.

Portline

Com a compra da PCI, o Grupo Sousa entra no mercado do transporte marítimo de contentores entre Portugal e o West Africa (em particular, Cabo Verde e Guiné-Bissau), depois de até aqui estar concentrado nas ligações entre o Continente e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores e inter-ilhas.

O acordo entre os grupos Sousa e Portline foi conhecido no início de Junho passado. Em Agosto, a Autoridade da Concorrência decidiu avançar com uma investigação aprofundada ao negócio por ter dúvidas sobre as suas implicações nos mercados abrangidos. Agora decidiu dar o seu ok, com condições que não são especificadas no comunicado emitido a propósito.

Para o Grupo Sousa esta é a segunda compra de um armador nacional no espaço de cinco anos. Em 2010, comprou a Via Marítima para adquirir a BoxLines ao Grupo Sonae. Além disso detém a Empresa de Navegação Madeirense, além de outros activos no transporte marítimo, operação portuária, terminais (participa na concessionária do terminal de cruzeiros de Lisboa) e logística.

Concluída que esteja a venda da PCI, o grupo Portline ficará reduzido à Portline Bulk International, que actua no mercado internacional de transporte marítimo de granéis. A Portmar e a Portmar Logistics foram alienadas no ano passado a Sebastião Figueiredo e passaram a integrar o grupo TMB.

 

 

 

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