O concurso para a construção da ligação ferroviária entre Évora e Elvas, avaliada em 70 milhões de euros, deverá ser lançado nos próximos três meses, anunciou o ministro do Plano e das Infraestruturas.
Estação de Évora

Ouvido hoje no Parlamento, a propósito do Orçamento de Estado para 2018, Pedro Marques destacou vários investimentos previstos para a ferrovia, na qual o Executivo espera investir cerca de 360 milhões de euros, em infraestruturas e material circulante.

O ministro anunciou que “nos próximos 90 dias” será lançada “a primeira grande obra”, que está em falta para ligar Portugal ao resto da Europa por Sul – o troço entre Évora e Elvas, um concurso de 70 milhões de euros, “desenvolvendo depois gradualmente todo o investimento que lhe está associado”.

“Este caso é mesmo de construção de linha nova, é manifestamente o mais importante investimento que temos de fazer no corredor Sines-Caia e vamos iniciá-lo nos próximos 90 dias com este primeiro concurso de 70 milhões de euros já para obra”, afirmou Pedro Marques, destacando, por outro lado, que “no início do próximo ano será adjudicada a obra do concurso já lançado para modernizar a linha entre Elvas e a fronteira”.

O Governo espera ainda neste mês de Novembro adjudicar o Covilhã-Guarda, na Linha da Beira Baixa, no valor de 65 milhões de euros, um troço que está encerrado há uma década, “para que a obra comece no primeiro trimestre de 2018”.

O ministro destacou também que, em 2018, estão previstas renovações de via na Linha do Norte, nomeadamente entre Alfarelos e a Pampilhosa e entre Ovar e Gaia; intervenções na Linha do Minho, estando prevista para o primeiro trimestre a consignação do troço Viana-Valença; e o início de desnivelamentos na Linha do Oeste.

Pedro Marques salientou que, no âmbito do programa Ferrovia 2020, em 2018 estarão em execução (em obra ou contratação) cerca de 800 quilómetros de infraestruturas.

Em relação ao material circulante, no próximo ano “será acelerado” o programa de modernização do material circulante da CP, com uma
intervenção em 35 unidades, e será iniciado o programa de aquisição de oito unidades que possam circular indistintamente a diesel ou em troços electrificados, com um custo estimado de 60 milhões de euros, “para reforçar a coesão territorial da rede”.

 

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