O Conselho Metropolitano do Porto (CmP) reúne-se amanhã, sexta-feira, para discutir o processo de ajuste directo na subconcessão da STCP e da Metro do Porto.

STCP

A decisão do Governo gerou críticas dos trabalhadores das empresas e dos autarcas da região, tendo o presidente da Câmara de Gaia solicitado uma reunião “de emergência” do CmP para debater um eventual pedido de demissão do Conselho de Administração da Metro do Porto e da STCP.

“Um dos pontos que penso que faz sentido estar em cima da mesa nesta reunião é o pedido de demissão do Conselho de Administração [da Metro do Porto e STCP], e até mesmo do seu presidente, já que neste momento estão postos em causa os mínimos de confiança”, avançou Eduardo Vítor Rodrigues em declarações à “Lusa”.

A Metro do Porto é detida em 40% pelo Estado português, em 39,9995% pela Área Metropolitana do Porto, em 16,67% pela STCP, em 3,33% pela CP e em 0,0005% pelas câmaras municipais do Porto, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia e Gondomar. Já a STCP é detida na totalidade pelo Estado.

Já na terça-feira o presidente do CmP, Hermínio Loureiro, afirmou ter ficado surpreendido com a pressa do Governo para entregar a concessão das empresas Metro do Porto e STCP por ajuste directo, manifestando-se “preocupado” com o resultado deste processo, “tendo em conta o que aconteceu na primeira fase”.

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