A consolidação do sector foi a principal causa da melhoria dos lucros das companhias de transporte marítimo de contentores em 2017, de acordo com a SeaIntel.

A consultora realça, porém, que a evolução no desempenho não representou uma “recuperação total” do que considera ser a “crise de oito anos da navegação marítima”.

Todas as principais companhias que publicam resultados financeiros revelaram aumentos significativos nas receitas no ano passado, com as taxas de crescimento a variarem entre os 15,3% da OOCL os 47% para a Hapag-Lloyd. “Grande parte do aumento é provavelmente devido ao nível sem precedentes de consolidação do sector”, indica a SeaIntel.

“Sete transportadoras registaram resultados positivos de EBIT em 2017, enquanto todas as operadoras reportaram que o EBIT melhorou em 2017 em relação a 2016. Os resultados de EBIT de 2017 parecem mostrar um padrão em que as maiores companhias obtiveram os maiores ganhos e as maiores melhorias face a 2016 também foram registadas pelas maiores operadoras”, refere a nota da consultora.

A SeaIntel observa que a CMA CGM fechou 2017 com um EBIT de 1,58 mil milhões de dólares (1,29 mil milhões de euros), mais do dobro do da Maersk Line, que foi de 700 milhões (570 milhões de euros), e mais do triplo do da Hapag-Lloyd,  que atingiu 493 milhões (401 milhões de euros).

“A CMA CGM e a Maersk Line tiveram um impressionante resultado EBIT combinado de seis mil milhões de dólares (4,88 mil milhões de euros) nos últimos sete anos”, refere o relatório.

Todas as operadoras reportaram um crescimento dos volumes nos últimos dois anos. CMA CGM e Hapag-Lloyd aumentaram os volumes em 141% e 111%, respectivamente, nos últimos oito anos.

 

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