As fusões e aquisições no sector do transporte marítimo de contentores estão a ganhar dinâmica, de acordo com uma nota de análise da Drewry Financial Research Service.

CMA CGM + NOL

A razão para esse cenário é, segundo a consultora, a baixa crónica da performance financeira (potenciada pela procura pouco efervescente e pelo aumento da oferta com o crescimento dos navios), o que leva a que as companhias tenham de conseguir economias de escala para se manterem lucrativas.

“As que são lentas a conseguirem tal tornam-se alvo de aquisição, como a NOL, ou são marginalizadas, como os operadores sul-coreanos HMM e Hanjin”, explica a nota.

A Drewry prevê que os resultados financeiros das companhias de transporte marítimo de contentores continuem a deteriorar-se no biénio 2016-17, aumentando ainda mais este clima de consolidação no sector.

“A aquisição da APL/NOL pela CMA CGM, a fusão da Cosco e da CSCL e a possível fusão entre Hapag-Lloyd e UASC vão reformular o sector”, avisa a consultora. Àquelas operações é ainda possível que se juntem, segundo a Drewry, fusões entre HMM e Hanjin e das três companhias japonesas.

A este cenário há ainda a juntar a reformulação em curso das mega-alianças mundiais. Em 2017, apenas a aliança 2M se deverá manter como está.

 

 

 

 

 

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