O consórcio espanhol liderado pela Talgo, Renfe, Adif e OHL é dado como o vencedor da concessão da ligação de Alta Velocidade entre Medina e Meca, na Arábia Saudita. Derrotados terão sido os franceses da Alstom e SNCF.

A notícia é avançada hoje por vários media espanhóis mas ninguém a confirma oficialmente. O ministério do Fomento espanhol e os membros do consórcio já terão sido informados pelas autoridades sauditas da decisão de lhes outorgar a concessão do AV do deserto, por um período de 12 anos.

O investimento previsto é de 6,5 mil milhões de euros. O consórcio terá de construir a infra-estrutura e a super-estrutura, fornecer os comboios, construir os centros de manutenção e formar o pessoal local.

A Talgo fornecerá 33 comboios semelhantes aos “patos” que hoje circulam nas linhas espanholas. A Adif e a Renfe assumirão a gestão da infra-estrutura e a operação.

A Haramain High Speed Rail (HHS) unirá as duas cidades santas do Islão localizadas em território da Arábia Saudita, que anualmente atraem cerca de 2,5 milhões de fiéis. A ligação, através do deserto (o que exige mais dos equipamentos e da infra-estrutura) será feita a uma velocidade máxima de 300 km, em duas horas e meia.

O processo para a concessão foi lançado em 2009, então com um custo estimado em dez mil milhões de euros. Apresentaram-se a concurso cinco candidatos: um alemão, um chinês, um sul-coreano, o espanhol e o francês.

A vitória do consórcio espanhol representará um sério revés para a França, que apostava em exportar para a Arábia Saudita os novos AGV da Alstom. A construtora gaulesa viu recentemente confirmada em tribunal a derrota, para a Siemens, num concurso para fornecer a Eurostar.

Para Espanha, num momento em que a crise obriga a abrandar a Alta Velocidade, o projecto saudita surge na altura certa.

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